domingo, 7 de junho de 2015

Sensibilidade e bom senso

Emoção e razão trazem em si a vontade de comandar o destino. Tomar o pulso das decisões e convencer por si o ímpeto de avançar. Alinhadas combinam o prazer da certeza, de combinar o bem estar do correto, do melhor, da única solução possível. Em conflito, emoção e razão, corroem a psique, num curto circuito danado de resolver. Pelo coração, soltam-se os calores do momento, atiça-se a energia da alma, abra-se a janela do pensamento. Pelo cérebro, impera o algoritmo da conduta, da causa consequência subtraída, da ponderação científica da decisão, da análise custo benefício, de tantas outras variáveis que mais não são do que lixo, se a emoção prevalecer. Sensibilidade e bom senso personificam a emoção e a razão. Romance publicado em 1811, por Jane Austen, para além das história que desconheço, realça um título com um par marcante que perdurou décadas e chega até nós, praticamente intacto. Sensibilidade veste-se no feminino. Diz-se que os homens não têm sensibilidade. Que se cegam com a testosterona. Culturalmente concordo e subscrevo. Na essência do ser humano discordo. Todos somos humanos, todos vibramos e fazemos vibrar outros, a uma determinada frequência. Bom senso é valor intangível de elevado gabarito. Garantir a hombridade do contexto, tecer um filigrana milimétrico de vontades e expressões individuais sobriamente conjugadas em prol do desejo coletivo. Bom senso sim por favor. Banhos de bom senso para as nossas vidas. Se à mistura se puder condimentar com o sal da sensibilidade, brilhante. Menos pruridos haverá.


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